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domingo, setembro 19, 2010

Mundo de Aventuras

Boavista ou Ban? A eterna dúvida. João Loureiro levou ambos aos píncaros e depois deixou-os em ruínas. Como um meio-campo calcado por outro Loureiro, o selvagem Luís. E em ambas as tarefas passeou o seu estilo. Apreciemo-lo, então.

domingo, abril 04, 2010

FC Porto 8 - Valonguense 0

1997-1998.
Estádio das Antas
Valonguense...
acho que vão perceber porque razão figuram neste blog os jogadores do Valonguense. Chamo a especial atenção para o GR suplente, ERNESTO. ERNESTO.
A voz inconfundível de Costa Monteiro é também uma relíquia assinalável.

sábado, março 20, 2010

Beira Mar vs Viseu há 13 anos - 97-98

Este video vale a pena.
Gilberto Madaíl e Dias Ferreira há 14 anos atrás. que novinhos e amigos que eles eram..
Jogadores de cuecas a correr à volta do campo... onde é que hoje se ve isto?
Lobão e a sua imponente compleição física...Eusébio, Jorge Neves, Welder, que equipa!!!



Uma bela recordação do nosso baú!

sábado, agosto 22, 2009

O Não-Golo

Estava um locutor, um comentador e um repórter a cobrir uma partida de futebol nocturna.
Quando menos se esperava, um cruzamento da esquerda, alguns malabarismos junto ao segundo poste, um mergulho em vão, uma perna e umas costas, um índio feito maluco lá na grande área e… está lá dentro.
Atravessou a linha de golo.
Encostou-se às redes.
O árbitro apontou para o centro do terreno. E não era um árbitro qualquer, era o vilão do Martins dos Santos.
Festejos e protestos.

Ao bom relato exige-se, no mínimo, que se diga de forma perceptível “GOLO” quando, de facto, é golo.
Como foi o caso.
Quanto mais não seja para os invisuais e amblíopes poderem imaginar o lance em questão com um nível de rigor aceitável.
Mas o locutor engasgou-se com a palavra, atordoado que estava a tentar discernir uma falta, um marcador, uma coisa qualquer. Naquele momento, cravar uma faca no coração equivalia a dizer “GOLO”. Era demasiado atroz que aquilo pudesse ter sido um. E meteu conversa com o repórter, procurando aliviar o seu pesar.
O repórter estava a pesquisar um dado estatístico rebuscado para se sair no próximo canto. Aquele incidente estragou-lhe os planos. Não viu bem o que quer que aquilo foi. Mas não estragou a onda e avançou com um nome, tentando discernir aquelas silhuetas ululantes lá na área. Também não foi capaz de dizer “GOLO”. Ora essa. O comentador interveio.
O comentador sabe que aconteceu alguma coisa, feito por alguém, mas não disse ao certo o quê. Houve um último toque para qualquer coisa e que foi Bermudez quem fez aquilo, mesmo sem intenção. Manteve-se seguro como quem diz “contem comigo, rapazes, eu já os conheço a todos de ginjeira, a bem dizer eu fui o único de nós que andou lá dentro, tenham juízo”.

Enfim, o máximo que conseguiram no meio de tanta estupefacção foi um fugaz “GOLO”, que salvou a sua vida fugindo por entre os dentes de Rui Loura. Queriam gajos a morrer ao microfone, exclamando "GOLO!" como se não houvesse amanhã? Queriam Benfica TV? Esqueçam, estes tipos jogaram pelo seguro e deram-nos com um banho de expressões sinónimas.
Queremos acreditar que foi por respeito ao futebol bem jogado: um golo daqueles é tão caricato que nem deve merecer honras de golo. Quanto muito, é apenas “uma bola que entrou na baliza”.
Foi uma… coisa, pronto. Mas não foi uma… coisa qualquer: esta… coisa foi a única… coisa que o Bermudez… coisou enquanto por cá andou. É um belo cartão de visita.

sábado, agosto 15, 2009

Baston Revisitado

Burgos, 1994

(conversa traduzida de castelhano para tagalog, de tagalog para inglês e de inglês para português)

- Sr. Presidente, posso dar-lhe uma palavrinha?
- Sim, claro, dou sempre ouvidos ao meu treinador.
- Sr. Presidente, I think we have a situation here. [NOTA: a tradução para tagalog custou-nos um dinheirão, por isso cortámos na tradução inglês-português]
- Então, como assim?
- Aquele rapaz que temos na baliza…
- Rapaz?
- Yeah, o careca de bigode que perdia sempre a jogar poker no estágio…
- Oh, thaaat goalkeeper!... O que tem?
- Estive a fazer um estudo cuidado do seu perfil, analisei bem o seu potencial, enquadrei-o face às ambições da nossa equipa e cheguei a uma conclusão.
- Que foi?
- We gotta get rid of that son-of-a-bitch. Now.
- Ooooh!... Porquê?
- Porque os testes que efectuei provam que ele é um óptimo carteiro. É mesmo o indivíduo do plantel que mostra as melhores aptidões para exercer esta tarefa. E estes testes são infalíveis. But we’re not looking for a bloody mailman to save our goal! Sir, temos que encontrar um tipo a sério, se quisermos manter a dignidade.
- Tipo o quê? Um Filip De Wilde?
- Hell no! Para já, ficávamos com o nosso suplente, que acabou de cortar 8 dedos na máquina de cortar relva, mas que é um bom rapaz e o melhor genro que um treinador pode ter, if you know what I mean.
- Acha que esse suplente dá garantias, sem esses dedos todos?
- Well, he told me that he expects his fingers to grow back until Tuesday…
- E acha que isso vai acontecer?
- Bem… Se não for Terça será Quarta ou Quinta, depende de como o Betadine actuar… Nós temos é que resolver este “caso-Baston” já! Ele está a afectar a moral da equipa!
- E para onde o vamos despachar?
- Beats me… Hey, you’re the boss, not me…
- Quem seria capaz de o receber sem levantar questões?
- E que tal… o sr. Presidente não se dava muito bem com um tipo chamado Toñino que foi jogar para um clube português, o Sporting of the Keys? Parece-me uma boa opção, tínhamos facilidade em recomendá-lo…
- That’s it! We’ll send him there! O Baston não será mais um problema para Burgos!
- Nem para Espanha!…
- God be praised!

Chaves, 1995

Ao princípio, as gentes achavam-lhe graça. “Olha, pai, parece o nosso carteiro!”, dizia a criança nas bancadas graníticas do Municipal flaviense, agitando a bandeira azul-grenat pelos ares robustos do Marão. Toda a esperança do mundo estava depositada naquele guardião espanhol, o símbolo do renascimento do Desportivo. Mas não tardou até que os calejados olhos transmontanos chorassem lágrimas de incredulidade e de desgosto profundo. “Porquê, pai? Porquê?”, interrogava-se a criança, esfregando os olhos sob o consolo paternal do progenitor, também ele vergastado pela desilusão, que lhe afagava o cabelo e a custo emitia “É apenas um pesadelo, filho. É apenas um pesadelo”.
Não. Era apenas a dura realidade.

domingo, setembro 21, 2008

Não Saiu Aos Seus

Alex, o Bunbury do Canadá, foi um nome muito em voga nos idos de 80 e foi também o Melhor Estrangeiro do velhinho Campeonato Nacional da 1ª divisão em 1994/95. Ano em que, curiosamente, Paulo Alves e Tavares se exibiram nos principais papéis de uma selecção portuguesa aos papéis. Foi o ultra-famoso Skydome. No Canadá, claro.
Como é sabido, o Canadá tem muitos pergaminhos no hóquei no gelo, mas rivaliza de perto com o Tadjiquistão em termos de futebol. Por isso não espanta que, provavelmente, Alex seja o único futebolista canadiano que conhecemos (*) – isto se finalmente reconhecermos que Fernando Aguiar era mais um protótipo de cyborg e não tanto um jogador de futebol. E, para dizer a verdade, é talvez o melhor dos cidadãos canadianos que conhecemos – pois o Brian Adams, o Ben Johnson e a Avril Lavigne merecem o caixote de lixo e a Céline Dion devia ser co-incinerada directa e inapelavelmente em Souselas (embora Souselas não merecesse este desaforo).

Marcou golos como ninguém marcara ou marcaria no jardim do Alberto João. Cerca de 60 aconchegos à rede em meia dúzia de anos, o grande terror dos visitantes do Caldeirão, quatro letrinhas que dançaram o bailinho da Madeira tendo o golo como parelha e uma relação íntima com a sua grande amiga, a bola.
Aqui o vemos a testar as suas capacidades acrobáticas num momento de terna privacidade. Alex sabia bem o que era o melhor para o esférico, tratando-o com paninhos quentes. E a redondinha retribuía essa afabilidade, grudando-se a Alex tal como João Paulo Brito se colava à linha lateral, ciente que com Alex estaria bem.
E como não havia de estar? A doçura de Alex contrastava com a potência enviezante de Heitor, a sisudez com sotaque de Carlos Jorge, a valentia sarrafeira de Zeca e a apatia desconcertante de Asselman. Já para nem falar do indescritível Fernando Aguiar. Não havia muitas alternativas. Alex apenas fez com que a bola não tivesse dúvidas em decidir de quem ser amiga. Em troca, Alex sussurrava-lhe o segredo de beijar a rede, como grande confidente que era. E ambos iam trocando muitas carícias que faziam os goleiros perder a cabeça.
Era uma ligação que tinha tudo para dar certo. Se não foram felizes para sempre, foi porque a bola, esse fatal objecto de desejo, resolveu iniciar um flirt com o Toedtli. Já se sabe, as bolas são muito volúveis.

Citámos no início desta prosa canadianos e canadianas (que não muletas) célebres. Para quem não sabe, o saudoso Michael J. Fox é igualmente do país da folha de plátano. E quem não se lembra de quando Michael J. Fox fazia de… Alex?

(*) Abro um pequeno espaço confessional: os meus 15 segundos de fama televisiva devem-se a Alex. Novembro de 1996. Programa “Donos do Jogo” da SIC (um Trivial Pursuit futebolístico, para quem não se lembra). A tensão do directo. Pergunta do Paulo Garcia para golo: “Quem marcou o penalty que deu a vitória ao Canadá no jogo contra El Salvador na semana passada”? Oportunidade flagrante. Estava desmarcadíssimo, sem fora-de-jogo. Não era possível haver mais alguém que marcasse no Canadá. Respondi de cor, nem deixei que passasse um segundo. Inaugurei o marcador. Foi só encostar.
Resultado final: perdi… 2-1.

terça-feira, setembro 09, 2008

O Senhor Olheiras

O que ficou na retina do fã do futebol não foi propriamente o porte imponente de Afonso Martins, altaneiro com os seus 61 quilogramas solidamente distribuídos por 170 centímetros, nem mesmo o fino recorte técnico com que adornava algumas jogadas na banda esquerda da intermediária. Não, Afonso seria ímpar por outros motivos.

Quer queiramos quer não, Afonso Martins será sempre lembrado pelas suas olheiras descomunais.
Tudo o resto assume pouca importância à luz deste facto.

Quão duros eram os tempos naquele Sporting da década 90, treinado num regime quase militar por aquele-que-toda-a-gente-sabe-do-que-ele-fala, ou pelo menos por aquele-que-pensa-que-toda-a-gente-sabe-do-que-ele-está-a-falar-e-que-até-tem-um-livro-editado-em-nome-próprio. Nem um segundo de sono, eram alvoradas duras na parada, noites ao relento pelos campos. E depois uma certa predisposição natural para escurecer a zona sub-ocular.
Até que os delírios causados pela privação do sono alarmaram o Sporting A. Destino do vampiresco Afonso: Sporting B, pois claro. O cacifo ao lado do Gisvi. Um pesadelo a cores, todos os dias. Foi para isso que regressaste de Nancy, Afonso?
Oxalá Moreira de Cónegos e Lixa te tenham proporcionado o descanso que mereces, Afonso.
E agora, o trailer:

sábado, agosto 02, 2008

Cromos da Bola TV goes Old School

Neste saudado regresso da Cromos da Bola TV, juntamos uma pitada de sal à sopa das memórias. Sabe sempre bem, de tão salpicada de Vinagre que ela já está.
Uma pequena recordação do futebol elevado a arte rupestre via Renivaldo Pereira de Jesus, e o seu companheiro Carlos, herói do título sportinguista de 2000.

Anexo também um pequeno duelo entre o agora moreirense Albino Morim Maçães (percursor luso do adorno capilar conhecido por "mosquinha") e o bombardeiro a diesel, Barroso, em jeito de homenagem a Armando "Le Petit" na hora da despedida.

No final, como dessert, um momento quasi-hilariante de um cepo qualquer disfarçado de jogador da bola com o equipamento do magnânime Sivasspor.

Adeus, e até ao meu regresso.
.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

António, o Salvador e a MSS do doente mental



Cromos da Bola, SAD TV está de regresso, desta feita com o eloquente presidente do Arsenal do Minho.

Digamos que a propaaaaaaaalada classe jornalística que escreve destrututivamente sobre a estratégia que tem sido delinhada pela SAD dos Gunners de Bracara Augusta terá que dar conta dos doentes mentais que estão poribidos de entrar na Holanda.

Confuso? Também eu.

Mas provavelmente a MSS enviada pelo doente mental holandês ao Salvador - adum dos quais ele tem ali para vocês ver - esclareça as coisas. É que o Matheus foi-le transmitido que a SAD iria-le renovar o contrato, e que a melhoria liria ser feita.

Pá...ainda estou confuso. Provavelmente se esclarecermos o que significa a sigla MSS, possamos tirar alguma conclusão de relevo. Ora deixa cá ver:

- Uma empresa de construção civil de Fajozes? Difícil de enviar.
- Uma associação académica de sociólogos do Midwest americano? Para doentes mentais é mais psicólogos, mas enfim.
- Uma empresa de segurança brasileira? Se virerem de lá um ou dois centrais brasileiros, tanto melhor.
- Qualquer coisa chata de computadores?Ainda deve ser mais confuso que a questão do doente mental holandês.
- Um aeroportozito em Nova Iorque? Se a empresa de construção civil é difícil de transportar, imaginemos este...
- Miraldo Souza e Soares, Advogados Associados. Claro! Faz todo o sentido. Vamos substituir "MSS" por "Miraldo Souza e Soares" na frase do António, o Salvador:

"Um indivíduo que manda a Miraldo Souza e Soares (MSS), adum dos quais tenho aqui para vocês ver (mostra a foto do Miraldo no telemóvel) a dizer que se o jogador não renovasse até ontem pu trinta mil Euros por mês..."

Perfeito. O doente mental que está poribido de entrar na Holanda mandou os advogados brasileiros fazer chantagem por ele. Agora sim, percebo-te.

Cromos da Bola, descodificando presidentes desde 2004.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Cromos da Bola, SAD TV e a WWE

A rubrica "Cromos da Bola, SAD TV" regressa em todo o seu esplendor, com os respectivos segmentos:

1. Porto, 3 de Fevereiro de 2008.

O Wrestling da WWE regressa a Portugal.

Jaimão, o Camião é cabeça de cartaz nesta deslocação à lusa Pátria, que não vira tal embaixador da modalidade desde o mítico Tarzan Taborda.
O lutador não deixou os créditos por mãos alheias: fazendo uso do seu incrível potencial atlético-broeiro, o calvo wrestler venceu facilmente o combate frente ao seu valoroso opositor Paulo "Penteado à Bon Jovi" Sousa.

A contenda entre ambos decorreu num esfregar de olhos, porquanto o corpulento Jaimão, o Camião resolveu o duelo via K.O. mal o árbitro mandou soar o gongo para o ínicio do dito cujo.

Brilhante! Portentoso! Arrasador! Extasiante!

O vitorioso atleta festeja a conquista nos braços dos seus aficionados, num ambiente de êxtase e arrebatamento emocional.

2. Treino do CD Feirense, Janeiro de 2008.

Assistimos a cruzamentos enviados para a área com o intuito de testar as capacidades do ponta-de-lança argentino à experiência no plantel, Jorge Córdova.

Se na primeira resposta ao teleguiado passe, o jovem sul-americano se negou a dizer "sim" ao esférico (pareceu mais um "quiçá" - do tipo "quiçá da próxima vez"), da segunda tentativa brindou os responsáveis da Feira com um rotundo ponto de exclamação no final da frase "não, nunca joguei à bola na vida, mas até está a ser engraçado!".

3. Treino do CD Feirense, Janeiro de 2008, parte II.

Desta feita, aguardámos pelo final do treino para obter algumas pérolas de sabedoria vindas do sagaz guardião/part-time frigorífico William, que conta com 52 anos de experiência no futebol profissional.
O jogador encaminha-se para o micro, retira calmamente as suas luvas, qual Labrecas pré-grande penalidade, e revela um espampanante relógio de ouro, certamente ofertado por Ricardo ou Alfredo Quaresma como troca de galhardetes (em troca, os irmãos terão recebido um pano da louça com a efígie de Prokopenko).

Agora quando vos for endereçada a useira e vezeira questão de café "mas quem raio é que treina de relógio de ouro?!?!", já sabem finalmente o que responder. E tudo graças ao Cromos da Bola.

4.Bónus.

Concerteza já terão ouvido aquela piadinha do gajo que acorda estremunhado e vai para o trabalho com um sapato de cada côr. Pois, nem eu. E o Filipe Anunciação muito menos.

Segue o anexo videográfico:

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Cromos da Bola, SAD TV

Inauguramos hoje uma nova rubrica do Cromos da Bola,SAD: O Cromos da Bola, SAD TV

Vamos tentar trazer-lhes os melhores momentos cromáticos da nossa bola, fresquinhos e com almíscarado odor a Zach Thornton, com a inestimável colaboração do nosso colega, amigo e palhaço máimagem.

Desta feita presenteamos o espectador com duas situações sui generis. A primeira é o penalty mais inacreditável de que nunca ninguém ouviu falar. Taça da Liga (palco de outro penalty que ficará para a História), 6 de Janeiro 2008, Estádio Clube Desportivo Trofense. A agremiação local recebe o Portimonense de Douglas Codó, Tarantini, Tchomogo e Maxi Bevacqua. Perspectivava-se uma parada cromática de proporções Zach Thorntescas (eh lá, a 2ª vez no mesmo post?), mas o espectáculo não foi fornecido pelos artistas da redondinha: João Ferreira, o árbitro, cansado de um jogo sensaborão e de ritmo budomirvujaciciano (para quem não se lembra do cepo em questão, fica a tradução: "muito lento"), decidiu animar a tarde.

"Que se lixe, quero ver um golito"
, deverá ter afirmado o hemisfério direito do seu cérebro numa conversa com o rival hemisfério esquerdo.

Aos 86 minutos, num canto inofensivo, a bola é interceptada a soco pelo keeper Mário "not Fátima" Felgueiras fora da pequena área, apesar de assolado por um careca da Trofa. Lance bem resolvido pelo guardião, e o 0-0 persiste. Eis que se ouve um apito. Os jogadores de ambas as equipas olham passivamente para o calabote de amarelo, provavelmente à espera de falta sobre o guarda-redes. Nisto, os trofenses exultam, como quem ganha a lotaria ou recebe um autógrafo do Quinzinho pela Páscoa. Os alvinegros, por outro lado, olham uns para os outros com o típico olhar de "boa, quem é que fez de Stepanov agora?".

A única resposta vem do pé-canhão de Pinheiro, que transforma a penalidade no tento da vitória da equipa de Valdomiro, Mílton do Ó e Reguila. Como é bonito o futebol com golos! As extensões de Fábio Paím não chegam para divertir o pessoal todo.

Quem não se divertiu foi o plantel da terra de Zezé Camarinha, segundo o mais recente candidato ao prestigiado Prémio Luís Campos, o inefável Vítor Pontes: "Os meus jogadores estão a chorar no balneário. Somos profissionais dignos, mas há pessoas que estão a mais no Futebol." Não se estaria a referir a Pontus Farnerud, suponho. Mas podia.

A segunda situação é bastante mais mainstream, com o remate do irmão do gajo do Inter a surpreender o leiriense Fernando Büttenbender Prass. Ainda bem que o jogo foi no Bessa, pois aquele momento de excepção merecia ser presenciado por mais de três pessoas e um cão da polícia a tirar uma soneca.

Espero que esta iniciativa seja do vosso agrado. Salpiquem o vosso gelado de Marcos Alemão com pepitas de Rodrigo Tiuí e sejam felizes.

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